Já são conhecidos os nomes dos oito alunos finalistas das Olimpíadas Portuguesas de Biologia 2026, apurados na sequência da 3.ª eliminatória da categoria Sénior Geral e distinguidos na cerimónia de entrega de prémios nacionais, realizada no passado domingo, 26 de Abril, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
Os 8 alunos mais bem classificados nesta fase final são Kaixin Cheng, da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto; David Montenegro, da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, Matosinhos; Daniel Marques, da Escola Secundária Alves Martins, Viseu; Francisco Antunes, do Colégio Militar, Lisboa; Caetana Marques, da Escola Secundária Rainha Dona Leonor, Lisboa; Camila Catarino, da Escola Secundária Lima de Faria, Cantanhede; Diana Reis, da Escola Secundária Madeira Torres, Torres Vedras; e Afonso Veiga, do Colégio Marista de Carcavelos. No entanto, por indisponibilidade de David Montenegro para integrar a representação internacional portuguesa, a vaga será preenchida por Daniel Rosa Martins, do Colégio Moderno, Lisboa, que ficou classificado em 9.º lugar.
Estes alunos são os finalistas apurados para a representação internacional portuguesa, no quadro das competições de 2026. A 37.ª Olimpíada Internacional de Biologia realiza-se em Vilnius, na Lituânia, de 12 a 19 de Julho, enquanto a XIX Olimpíada Ibero-Americana de Biologia decorre em São Paulo, no Brasil, de 30 de Agosto a 5 de Setembro.
As Olimpíadas Portuguesas de Biologia continuam a afirmar-se como uma das mais relevantes iniciativas nacionais de promoção da Ciência junto dos mais jovens. Em 2026, participaram 6126 alunos de 254 escolas na categoria Júnior, 2146 alunos de 153 escolas na categoria Sénior de 10.º ano e 4978 alunos de 210 escolas na categoria Sénior Geral de 11.º e 12.º anos, números que confirmam o alcance nacional e o impacto desta iniciativa promovida pela Ordem dos Biólogos, em colaboração com o Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento.
Para o coordenador das Olimpíadas Portuguesas de Biologia, Pedro Oliveira, estas Olimpíadas são muito mais do que uma competição. “A realização deste tipo de evento é muito importante para promover o gosto e o interesse pela Ciência”, afirma, sublinhando também que esta iniciativa permite “a sociabilização entre alunos de diferentes partes do País, que partilham interesses comuns”. O responsável destaca ainda o papel dos voluntários ex-olímpicos, dos professores e das instituições científicas envolvidas, sublinhando o trabalho conjunto que torna possível a preparação e o crescimento destes alunos.
Também a bastonária da Ordem dos Biólogos, Maria de Jesus Fernandes, sublinha a importância destas competições para o futuro da Biologia em Portugal, salientando que “estes jovens representam talento, dedicação e capacidade científica, num percurso que valoriza não apenas o mérito individual, mas também o papel das escolas, dos professores e das instituições que acompanham a sua formação”.
A bastonária recorda ainda que “o percurso português nestas competições internacionais tem sido marcado por resultados de elevado nível”. Em 2025, Portugal alcançou uma das suas melhores prestações de sempre na XVIII Olimpíada Ibero-Americana de Biologia, realizada em Armenia, Colômbia, com a conquista de uma medalha de ouro e três medalhas de prata. No mesmo ano, nas Olimpíadas Internacionais de Biologia, realizadas em Manila, nas Filipinas, a delegação portuguesa conquistou duas medalhas de bronze e um certificado de mérito.
A Ordem dos Biólogos felicita todos os alunos distinguidos, bem como os professores, escolas, investigadores, instituições parceiras e famílias que acompanham este percurso de exigência, mérito e dedicação à Ciência.