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Jovens finalistas das Olimpíadas Portuguesas de Biologia exploram Douro Internacional

Durante quatro dias, os jovens tiveram contacto direto com a biodiversidade, a conservação da natureza e a cultura local, numa experiência que levou a Biologia para fora da sala de aula e aproximou os participantes de um dos territórios naturais mais marcantes do País.
6 de julho de 2026 por
Jovens finalistas das Olimpíadas Portuguesas de Biologia exploram Douro Internacional
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Alunos classificados entre os dez melhores das Olimpíadas Portuguesas de Biologia, dos 10.º e 11.º anos, participaram, entre 2 e 5 de Julho, numa visita-prémio ao Parque Natural do Douro Internacional, numa iniciativa conjunta da Ordem dos Biólogos e do Parque Natural do Douro Internacional.

Durante quatro dias, os jovens tiveram contacto direto com a biodiversidade, a conservação da natureza e a cultura local, numa experiência que levou a Biologia para fora da sala de aula e aproximou os participantes de um dos territórios naturais mais marcantes do País.

Um dos momentos centrais da visita decorreu no cruzeiro ambiental dinamizado pela Europaparques–EBI, nas arribas do Douro. A bordo, os alunos recolheram amostras de plâncton, observaram aves de rapina e acompanharam a interpretação ambiental do ecossistema fluvial. Mais tarde, em trabalho de microscopia, analisaram as amostras recolhidas, identificando diatomáceas, copépodes e pulgas-do-mar.

A visita passou também pelo Centro de Interpretação Turístico-Ambiental de Miranda do Douro, onde os participantes aprofundaram o conhecimento sobre o património natural e cultural da região. O programa incluiu ainda um almoço com pratos tradicionais, reforçando a ligação entre território, comunidade e identidade.

No terceiro dia, os alunos conheceram o trabalho da AEPGA (Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino) na preservação do burro mirandês e visitaram Picote, onde contactaram com a arquitetura tradicional e com a Língua Mirandesa. No Miradouro da Fraga do Puio, voltaram a observar a paisagem das arribas do Douro, num momento que reforçou a dimensão natural e cultural desta visita.

A tarde ficou marcada pela participação na Festa dos Pombais, em Uva, no concelho de Vimioso, organizada pela Palombar e por várias freguesias. A iniciativa celebra o património edificado e a biodiversidade transmontana. Durante a visita, os alunos ficaram a conhecer o trabalho desta organização não-governamental, em particular na conservação de aves de rapina como a águia-real, o britango, o grifo, o milhafre-real, o falcão-peregrino e o abutre-preto.

A passagem por Miranda do Douro permitiu ainda assistir aos pauliteiros, expressão artística ancestral da cultura mirandesa, e conhecer melhor os modos de vida, a agricultura local e os produtos regionais do planalto mirandês.

Para Leonor Fortunato, aluna do 11.º ano da Escola Emídio Navarro, em Almada, a experiência mostrou que “basta viajar dentro do nosso próprio País para descobrir culturas, tradições e formas de viver capazes de mudar a nossa perspetiva”, depois de dias marcados pela descoberta da raça do burro de Miranda, pelo conhecimento sobre a sua preservação e pelo cruzeiro nas arribas do Douro.

Também Maria Macedo, aluna do 10.º ano da Escola Secundária Fernão de Magalhães, destacou o impacto da visita, afirmando que esta atividade lhe permitiu experienciar “em primeira mão, a diversidade cultural do nosso país” e adquirir “uma maior sensibilidade para a importância das espécies autóctones e a sua conservação”. A estudante acrescentou que foi “uma experiência incrível”, da qual leva “boas memórias e amizades”.

A visita-prémio ao Parque Natural do Douro Internacional demonstrou a importância de integrar ciência, cultura e conservação na formação dos jovens. Ao aproximar os finalistas das Olimpíadas Portuguesas de Biologia da biodiversidade, das comunidades locais e do património natural e cultural da região, a iniciativa reforçou também o papel da literacia científica na construção de cidadãos mais atentos ao território e aos desafios da conservação.

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