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Conselho Geral do CNOP recebe Primeiro-ministro

Decorreu hoje na sede da Câmara dos Solicitadores e Agentes de Execução, uma das 16 ordens profissionais representadas no CNOP – Conselho Nacional das Ordens Profissionais, mais um conselho geral daquele organismo.

Sua Excelência o Primeiro-ministro, Dr. António Costa, participou como convidado, tendo a sessão decorrido depois de um almoço com todos os bastonários.

“Fotografia de família” de Sua Excelência o Primeiro Ministro, António Costa com os Bastonários presentes na sessão do CNOP

Durante a sessão foram os bastonários convidados a apresentar alguns dos problemas que os preocupavam, questionando a propósito o Primeiro-ministro, que no final a todos respondeu.

Também o primeiro-ministro solicitou uma especial atenção das ordens profissionais para as questões relativas ao fortalecimento das relações com a CPLP, tendo recebido várias indicações de que tal fortalecimento se encontra em desenvolvimento por parte de várias das ordens presentes.

José Matos, bastonário da Ordem dos Biólogos,  acompanhado por mais dois elementos da direcção, usou da palavra para chamar a atenção da importância estratégica para o país do sector da Biotecnologia, assinalando a respectiva especificidade e consequente dependência de investimento público como forma de alavancar o desenvolvimento.

Professor Mário Ruivo: velório, cerimónia e funeral

É com reiterada tristeza que informamos que o corpo do professor Mário Ruivo estará em câmara-ardente hoje, quarta-feira dia 25 de Janeiro, a partir das 17h30/18 horas, na Gare Marítima de Alcântara em Lisboa,  e que amanhã, quinta-feira dia 26 de Janeiro, será organizada pelo Centro Nacional de Cultura uma cerimónia no mesmo local, pelas 14 horas, onde usarão da palavra o Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, o Professor João Guerreiro e o Professor Manuel Braga da Cruz. O funeral sairá do mesmo local e pelas 15 horas para o cemitério dos Prazeres.

Tributos a Mário Ruivo: um Biólogo e um Português de Exceção

Fotos de Mário Ruivo

Numa das últimas Assembleias Gerais da Ordem dos Biólogos quando me preparava para iniciar a minha intervenção tive a grata surpresa de, mais uma vez, ver entrar o nosso membro n.º 731, o Prof. Mário Ruivo que, com quase 90 anos, continuava a participar nos trabalhos dos biólogos e a querer informar-se sobre todos os temas em debate. No final, veio agradecer-me, disse-me que ia de coração cheio e explicou-me que estava naquela Assembleia Geral porque “gostava de se manter curioso”.

Este é um enorme ensinamento para qualquer jovem aspirante a cientista: manter a curiosidade, e manter-se solidário com os colegas.

Há cerca de 3 anos, na cerimónia de tomada de posse dos corpos sociais da OBio, tive a oportunidade de dizer publicamente que o Prof. Mário Ruivo é um dos exemplos do biólogo que eu gostaria de ser.

Com o seu desaparecimento o país fica mais pobre, os oceanos perdem uma importante voz na sua defesa, a sociedade perde uma voz esclarecida e didáctica e eu perco uma enorme referência pessoal.

A todos os familiares, colegas e amigos apresentamos as nossas condolências.

José Matos
(Bastonário da Ordem dos Biólogos)


O Professor Mário Ruivo formou-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 1950, especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos Vivos Marinhos (Universidade de Paris – Sorbonne, Laboratoire Arago: 1951-54).

Foi Diretor da Divisão dos Recursos e Ambiente Aquático da FAO (1961-74), tendo participado na Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente Humano (Estocolmo, 1972). Secretário da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO (1980-89) e Professor Catedrático Convidado da Universidade do Porto/ICBAS (Curso de Política e Gestão do Oceano). Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no V Governo Provisório.

Desempenhava  atualmente os cargos de Presidente do Conselho Científico das Ciências do Mar e do Ambiente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e Presidente do Comité Português para a COI/MNE, tendo sido eleito Vice-Presidente daquele organismo intergovernamental (COI/UNESCO), em 2003.

Foi membro da Comissão Estratégica dos Oceanos, criada na dependência do Primeiro-Ministro do XV Governo Constitucional. Era ainda o presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável desde 1997.

Mário Ruivo foi ainda agraciado pelo Estado português por diversas vezes pelos incontáveis e únicos serviços prestados ao país e à sociedade:

  • Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal;
  • Grande-Oficial da Ordem do Mérito de Malta;
  • Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada de Portugal Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Portugal.

Recentemente o atual Governo instituiu o Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas, destinado a galardoar  alunos em contexto escolar que se distingam na divulgação dos oceanos.

Esta é a biografia oficial mas, caras e caros colegas, há uma outra dimensão que tive oportunidade de partilhar com o meu amigo Mário Ruivo ao longo de mais de trinta anos.

Mário Ruivo foi antes de mais um combatente da liberdade e um antifascista ao lado do seu companheiro Mário Soares (de quem foi Ministro), tendo sofrido o exílio em Itália durante 14 anos onde participou ativamente no movimento político de resistência à ditadura.

Mário Ruivo, como recentemente afirmou, na cerimónia pública na Universidade do Algarve de atribuição do justíssimo título de Doutor Honoris Causa, sempre quis ser Biólogo. Fascinava-o a Vida e  a imensidão do Oceano. Das frotas dos bacalhoeiros onde investigou, aos mares profundos ele era, para muitos, o SENHOR MAR!

Tornou um marco histórico o Ano Internacional dos Oceanos, sendo a alma científica do Relatório “O Oceano Nosso Futuro”, promovido pela Comissão Mundial Independente dos Oceanos, presidida por Mário Soares e tornada pública na EXPO 98.

Mário Ruivo foi um enorme divulgador da Biologia e da causa dos Oceanos. Foi um militante da causa da biologia e desde a primeira hora, aceitou o meu convite para aderir à Associação Portuguesa de Biólogos, sendo membro do Conselho Nacional da OBIO.

Mário Ruivo viveu intensamente a vida e, nas Ciências da Vida, do ativismo cívico e político traçou a sua rota. Como ele diria, deixa-nos a “carta de navegação e a jangada a flutuar”. Não é coisa pouca o seu legado.

Dirão muitos que Mário Ruivo é insubstituível; não,  está noutra categoria, é irrepetível.

José Guerreiro
(Fundador da Associação Portuguesa de Biólogos, Ex- Bastonário da OBio e membro do seu Conselho Nacional)


Enquanto jovem estudante de biologia, dei conta de que havia um biólogo, português, que para além de escrever e falar sobre gestão de recursos marinhos, conservação, biodiversidade, mar, zona costeira e outras matérias, juntava outras áreas do conhecimento e da vida social de um modo profundamente inspirador. Tinha esse dom de saber juntar a cultura, o direito, a filosofia, a história, sociologia e tantos outros domínios, à biologia abrindo, de forma pioneira, as portas e os diálogos necessários para aquilo que hoje se designa por desenvolvimento sustentável, que, para ele, sempre foi uma “utopia útil”. O Professor Mário Ruivo surgiu assim como uma referência maior num horizonte distante, de mim e, mais tarde verifiquei, do país. Foi por isso surpreendente, à data, constatar a sua disponibilidade para ajudar o movimento sócio-profissional dos biólogos, quer na Associação Portuguesa de Biólogos quer na Ordem dos Biólogos, sendo decisiva a sua contribuição, discreta mas apropriada, onde e quando foi preciso.

As andanças da vida levaram-me a trabalhar de perto com o Professor Mário Ruivo, no Conselho Nacional do Ambiente, desde a sua fundação em 1998. Desde essa data, apenas duas palavras podem descrever essa vivência: admiração e assombro. Conhecimento, experiência, capacidade de diálogo, motivação, disponibilidade, inovação, tudo isto e muito mais numa só pessoa. Biólogo e cidadão com uma forma rara de ver o Mundo, inquieto mas avisado, informado e inconformado. Deu-me o privilégio de integrar o Conselho Nacional da OBio, as listas que liderei em dois mandatos enquanto Bastonário da Ordem dos Biólogos.

Uma referência maior da biologia e do país a quem muito devemos e certamente saberemos honrar.

Um muito obrigado por tudo o que fez pela biologia, pelos biólogos, pelo país e pelo ambiente e desenvolvimento sustentável. Até sempre Professor Mário Ruivo e guarde lá um lugar naquela nuvem de onde nos olha como sempre.

António Domingos Abreu
(Ex-Bastonário da OBio e membro do seu Conselho Nacional)

Convocatória: Assembleia Geral Eleitoral – 31 de Março de 2017

Eleições para os órgãos nacionais e regionais da Ordem dos Biólogos (OBio)

De acordo com os Artigos 23º a 30º do Estatuto da OBio, convoco os membros efectivos da Ordem dos Biólogos, com inscrição regular, para uma Assembleia Geral Eleitoral, a realizar no dia 31 de Março de 2017, entre as 13:30 e as 19:30 horas, no Continente e na Madeira, e entre as 12:30 e as 18:30 horas, nos Açores,  para eleger os órgãos nacionais e regionais da Ordem.

Lisboa, 16 de janeiro de 2017

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Biólogos
Maria Amélia Botelho de Paulo Martins Campos Loução

 

Documentação:

Mário Soares: Homenagem e Condolências

A Ordem dos Biólogos presta pública homenagem ao Presidente Mário Soares e expressa profundas condolências à família.

Mário Soares sempre acompanhou com genuíno interesse e atenção as Ciências Biológicas, tendo tido uma intervenção política determinante nas temáticas do Ambiente e do Mar.

Os Biólogos portugueses, através da Ordem, cuja criação aliás defendeu publicamente, exprimem sentido reconhecimento e  agradecimento.

Obrigado Mário Soares.

“Agradecimento a Mário Soares”

“Caras e caros colegas Biólogos,

Na hora da morte de Mário Soares é da mais elementar justiça que recorde o seu reconhecimento  e interesse pela Biologia e pelos biólogos. De Germano Sacarrão, seu professor no Colégio Moderno e amigo  (fundador e sócio Nº1 da Associação Portuguesa de Biólogos – APB) a Mário Ruivo, seu compagnon de route e parceiro de sempre nos assuntos do Mar com marca indelével na EXPO 98 e o Relatório “Oceanos – Nosso Futuro”, a que presidiu, Mário Soares sempre demonstrou um particular interesse pela Biologia, cultivando um círculo de amigos com os quais debatia e pensava sobre as Ciências da Vida, o Ambiente e Mar. Tal interesse foi crescendo ao longo da sua vida e, de alguma forma, ficou também marcada pela primeira “Presidência Aberta sobre Ambiente em 1994” na qual muitos de nós tiveram parte ativa e direta. Gostaria pois de recordar um momento decisivo em que Mário Soares, presidindo ao 2º Congresso Nacional de Biólogos, suportou e defendeu convictamente a ideia da criação de uma Ordem de Biólogos: foi a primeira vez que um político o fez e logo o mais alto magistrado da Nação.

II Congresso Nacional de Biólogos, Outubro de 1992 da esquerda para direita: José Guerreiro (Presidente da Associação Portuguesa de Biólogos, Mário Soares, Presidente da República, Leonardo Ribeiro de Almeida Presidente da Assembleia da República, Meira Soares, Reitor da Universidade de Lisboa.

II Congresso Nacional de Biólogos, Outubro de 1992

da esquerda para direita: José Guerreiro – Presidente da Associação Portuguesa de Biólogos, Mário Soares – Presidente da República, Leonardo Ribeiro de Almeida – Presidente da Assembleia da República, Meira Soares – Reitor da Universidade de Lisboa.

Tive a honra de, então enquanto presidente da APB, presidir a esse Congresso fundacional que reuniu mais de um milhar de participantes na Reitoria da Universidade de Lisboa (Outubro 1992) e manter posteriormente por várias vezes um contato próximo – sei muito bem que sem o seu apoio público não teríamos atingido o reconhecimento que a Biologia tem hoje – é hora de o recordar e tornar público.

Obrigado Mário Soares.

José Guerreiro

Fundador e ex-presidente da APB, Ex-Bastonário da OBio
Membro do Conselho Nacional da OBIO”