Nobel da Química atribuído a duas Biólogas

Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna foram galardoadas com o prémio Nobel da Química de 2020, pelo seu trabalho de desenvolvimento de uma ferramenta para a edição do genoma de um ser vivo, a CRISPR/Cas9.

CRISPR é um acrónimo para “repetições palindrómicas curtas agrupadas e regularmente interespaçadas” de nucleótidos, uma característica  existente no ADN que possibilitou a criação de uma ferramenta (CRISPR/Cas9) muito simples e poderosa para alterar o ADN de um ser vivo.
É a primeira vez que um Nobel da Química é atribuído conjuntamente a duas mulheres.

Leia aqui o press-release do “the Nobel Prize”.

Emmanuelle Charpentier, Bióloga, nasceu a 11 de Dezembro de 1968, em França, e estudou Bioquímica, Genética e Microbiologia na Universidade Pierre e Marie Curie, hoje a faculdade de ciências da Universidade de Sorbonne.
O seu trabalho desenvolve-se presentemente no no Instituto Marx Planck, em Berlim, na Alemanha.

Jennifer A. Doudna é Bióloga e nasceu a 19 de Fevereiro de 1964, em Washington. Formou-se na Pomona College em 1985 e doutorou-se na Harvard Medical School em 1989, sendo actualmente professora-presidente do Li Ka Shing Chanceler no Departamento de Química e no Departamento de Biologia Molecular e Celular da Universidade da Califórnia, Berkeley.